O Festival “Sou Manaus Passo a Paço 2025”, realizado entre os dias 5 e 7 de setembro
O Festival “Sou Manaus Passo a Paço 2025”, realizado entre os dias 5 e 7 de setembro - Foto: Semcom

Cachês milionários e falta de transparência com artistas locais marcam #Sou Manaus 2025

O Festival “Sou Manaus Passo a Paço 2025”, realizado entre os dias 5 e 7 de setembro, com shows distribuídos em 17 palcos no Centro Histórico da capital amazonense, trouxe de volta antigas polêmicas sobre caches e desvalorização de artistas locais.

 Além do debate sobre a falta de transparência da prefeitura, sob a gestão de David Almeida (Avante), com os custos milionários com artistas nacionais, há ainda queixas sobre o tratamento desigual em relação aos artistas locais e a descaracterização do evento com relação ao seu conceito inicial.

 A falta de valorização de artistas locais em grandes eventos culturais, como o #SouManaus Passo a Passo 2025, tem gerado insatisfação entre profissionais da cena amazonense. A crítica recorrente é de que, enquanto nomes nacionais recebem cachês altos e ampla visibilidade, músicos e bandas da região enfrentam barreiras para se apresentar e são sistematicamente desvalorizados.

O vocalista da banda Não Existe Saudade em InglêsPaulo Henrique, relatou frustração por ter sido novamente impedido de se apresentar no festival neste ano. A justificativa teria sido que não poderiam repetir atrações, mas, segundo ele, artistas nacionais, como Joelma, já se apresentaram em edições consecutivas do evento.

O músico também apontou falhas no processo de seleção: artistas locais precisam se submeter a curadorias e cadastros burocráticos, enquanto nomes de fora são convidados diretamente. “É um processo demorado, bagunçado e que desmotiva”, afirmou.

O músico também apontou falhas no processo de seleção
O músico também apontou falhas no processo de seleção – Foto: Arquivo

Talentos desvalorizados

Segundo os artistas, a falta de oportunidades leva bandas a migrarem para outras regiões. Paulo Henrique citou a banda Jambu, que deixou Manaus mesmo tendo público consolidado, ressaltando que grupos locais acabam ficando de fora de vitrines importantes, como o Sou Manaus, que deveria divulgar a produção regional.

Ele ainda comparou a experiência em Manaus com festivais de outros estados, como o Festival Casarão, em Rondônia, onde destaca maior valorização, cuidado com pagamento e estrutura técnica. Em Manaus, porém, houve casos de falta de transparência:

“No evento Passo a Passo, recebemos o pagamento via Pix de um número desconhecido, sem nota fiscal ou contrato. De uma instituição pública, isso é inaceitável”, afirmou.

Manauscult, responsável pelo evento, não divulgou os valores exatos dos cachês dos artistas nacionais. Segundo levantamento da Rede Rios de Comunicação, os 20 artistas nacionais anunciados receberão aproximadamente R$ 14,1 milhões, sem incluir os cachês dos artistas locais.

*Com informações Rios de Noticias
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