O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou, nesta terça-feira (24), uma nova convocação de candidatos para o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 1). Ao todo, foram chamadas pessoas para preencher 1.860 vagas que ainda estavam abertas, o que representa 21% das 8.573 vagas oferecidas no concurso.
Nesta etapa, haverá classificação para 131 cargos, entre os 173 previstos inicialmente. Não entram nessa convocação os cargos que exigem curso de formação na Escola Nacional de Administração Pública (Enap) nem os das agências reguladoras, que seguem cronogramas próprios.
As vagas estão distribuídas em várias áreas, como gestão pública, planejamento, políticas agrárias, produção de dados e ciência e tecnologia. O cargo com mais oportunidades é o de Analista Técnico-Administrativo, com 399 vagas. Em seguida, aparece Analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário, com 201 vagas.
Também há destaque para cargos ligados à produção de dados, como Analista de Informações Geográficas e Estatísticas (128 vagas) e Tecnologista na mesma área (112 vagas). Na área de ciência e tecnologia, são 101 vagas para analistas, além de oportunidades para tecnologistas e pesquisadores.
Outras vagas importantes são para o setor agropecuário e de fiscalização, incluindo engenheiro agrônomo, agente de inspeção sanitária, agente de atividades agropecuárias e auditor-fiscal agropecuário.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também será reforçada, com 215 vagas, sendo 141 para especialista em indigenismo e 74 para técnico. Além disso, 21 pessoas indígenas foram aprovadas, ampliando a representatividade no serviço público.
No total, as vagas também contemplam diversas áreas, como administração, economia, contabilidade, engenharia, saúde e comunicação.
A divisão das vagas segue políticas de inclusão. A maioria é para ampla concorrência (1.390 vagas, ou 74%). Há ainda 329 vagas para pessoas negras (18%), 122 para pessoas com deficiência (7%) e 29 para pessoas indígenas (2%).
Entre os órgãos com mais vagas estão o Incra (333 vagas), IBGE (312), Funai (215), Ministério da Agricultura (211), MGI (200) e Advocacia-Geral da União (184). Outros ministérios e órgãos também foram contemplados, como os da Justiça, Saúde, Cultura, Desenvolvimento e Trabalho.
Segundo o governo, a medida busca fortalecer áreas estratégicas e tornar o serviço público mais diverso e representativo.