Foto: Divulgação/Assessoria

Eleições na APPBMAM acirram debate na categoria e colocam em confronto histórico de atuação das chapas

A menos de uma semana das eleições que irão definir a nova diretoria da Associação das Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (APPBMAM), o clima entre os candidatos tem se intensificado e a disputa já movimenta quartéis, grêmios e grupos de WhatsApp da categoria.

De um lado está a Chapa 1, liderada pelo cabo Guthemberg Oliveira, policial militar que ingressou na corporação em 2011 e que, segundo apoiadores, construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada pela defesa dos direitos da tropa e pela participação ativa em debates e mobilizações em favor da categoria.

Guthemberg também ganhou destaque dentro da própria associação ao assumir responsabilidades na área financeira da entidade em um período considerado crítico. À época, a APPBMAM enfrentava dificuldades financeiras e, segundo integrantes da associação, o trabalho realizado contribuiu para reorganizar as contas da instituição, quitar dívidas acumuladas e restabelecer o equilíbrio financeiro da casa, deixando a associação novamente com saldo positivo em caixa e contas aprovadas.

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Com a reorganização administrativa, projetos estruturantes voltaram a avançar dentro da entidade. Entre eles está a construção do hotel de trânsito da associação, obra que visa oferecer mais segurança e conforto aos policiais militares e bombeiros militares que vêm do interior do estado para Manaus acompanhados de suas famílias.

Outro destaque citado por apoiadores da atual gestão é a academia recentemente inaugurada, um espaço estruturado voltado ao bem-estar dos associados e seus dependentes, com equipamentos modernos e acompanhamento profissional.

Além dessas iniciativas, a associação mantém serviços voltados ao apoio aos associados, com destaque para atendimento social e jurídico, considerados fundamentais para dar suporte aos militares e suas famílias em diferentes situações.

Outro ponto defendido por integrantes da Chapa 1 é a aproximação direta com a base da categoria. Nos últimos dias, representantes do grupo têm realizado conversas em grêmios e encontros com policiais e bombeiros militares pelo interior do estado, ouvindo demandas e apresentando propostas diretamente à tropa.

Do outro lado da disputa está a Chapa 2, liderada pelo sargento Victor Castro, que tem sido associada, nos bastidores da campanha, ao vereador sargento Salazar, figura conhecida no cenário político de Manaus.

Outro ponto mencionado por integrantes da categoria é que a esposa do sargento Victor Castro possui vínculo direto com o gabinete do vereador Salazar, onde atua como assessora jurídica, fato que passou a ser discutido entre militares durante o processo eleitoral da associação.

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A discussão sobre a trajetória dos candidatos também passou a ganhar espaço entre os associados. A APPBMAM possui mais de 40 anos de existência, acumulando mais de quatro décadas de atuação em defesa dos policiais e bombeiros militares do Amazonas. No entanto, segundo integrantes da própria categoria, o sargento Victor Castro nunca teria sido associado à entidade ao longo desse período, tendo procurado se tornar sócio apenas recentemente, já no contexto da disputa eleitoral.

Esse fato tem sido apontado por parte dos militares como um movimento com caráter eleitoreiro, levantando questionamentos sobre o real envolvimento do candidato com a história e as lutas da associação.

Situação semelhante também é apontada em relação ao vereador sargento Salazar. Integrantes da categoria afirmam que, mesmo exercendo mandato na Câmara Municipal de Manaus e tendo condições de contribuir com pautas da entidade, o parlamentar nunca teria procurado a associação ao longo dos últimos anos para colaborar institucionalmente por meio de seu mandato.

Segundo relatos que circulam entre policiais e bombeiros militares, essa aproximação estaria acontecendo apenas agora, justamente em um momento em que o vereador se prepara para disputar uma vaga de deputado federal, o que levanta questionamentos dentro da tropa sobre a possibilidade de utilização da associação como palanque político em um ano eleitoral.

Enquanto isso, nas redes sociais e nos diversos grupos de WhatsApp formados por policiais e bombeiros militares, o clima segue cada vez mais acirrado. Segundo relatos de integrantes da própria categoria, a Chapa 1 tem concentrado seus esforços em dialogar com a tropa, apresentando propostas e debatendo soluções para os desafios enfrentados pelos militares.

Entre os apoiadores da disputa, também surgem críticas de que a Chapa 2 ainda não apresentou propostas concretas para o futuro da entidade, limitando-se, segundo relatos de membros da categoria, a mencionar projetos e estruturas que já existem atualmente dentro da própria APPBMAM, resultado de iniciativas implementadas ao longo das gestões anteriores.

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Com a eleição marcada para o próximo dia 28, a disputa segue mobilizando policiais e bombeiros militares em todo o estado.

Entre conversas nos quartéis, grêmios e redes sociais da tropa, uma reflexão tem sido repetida por muitos integrantes da categoria: no momento do voto, é fundamental analisar o histórico de atuação de cada candidato, observar quem esteve presente nas lutas da categoria e decidir qual projeto realmente representa os interesses dos policiais e bombeiros militares do Amazonas.

*Com informações Assessoria

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