A Ciranda Guerreiros Mura transformou a arena do Parque do Ingá, em Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), em um cenário de ancestralidade, cores e inovação durante a segunda noite do 28º Festival de Cirandas de Manacapuru, no sábado (29/08). Concorrendo ao título de campeã, a agremiação apresentou o tema “Ykawarú: A cosmogonia do bem e do mal Apurica”, proporcionando ao público uma viagem pela narrativa ancestral do povo Apurinã.
Sem deixar de lado elementos tradicionais da ciranda, a Guerreiros Mura apostou em novas construções coreográficas para desenvolver a história dentro da arena. O cordão de cirandeiros formou diferentes desenhos ao longo da apresentação, alternando movimentos inspirados em referências tribais com passos de características do balé.
A coreografia e as alegorias também dialogaram diretamente com o desenvolvimento do enredo. Com movimentos, efeitos tecnológicos, acabamento detalhado e cores vibrantes, as estruturas modificaram o cenário da arena ao longo do espetáculo.
O cordão de cirandeiros acompanhou as mudanças da narrativa, fazendo dos brincantes parte da construção visual apresentada ao público. Os recursos visuais também foram utilizados para representar personagens e passagens do enredo, enquanto a iluminação contribuiu para destacar momentos específicos da apresentação.

O presidente da Guerreiros Mura, Renato Teles, destacou a responsabilidade de apresentar o projeto construído pela agremiação e receber o público que acompanha o festival.
“Nós temos a responsabilidade hoje de fazer a festa para o visitante, fazer a festa para os torcedores da cidade e da Guerreiros Mura. Então, é uma emoção grande. Isso aqui, na verdade, é realmente uma prestação de contas. Nós estamos fazendo daquilo que nós recebemos do Estado, pelo qual nós agradecemos muito”, declarou.
Espetáculo que une arte e paixão
Nas arquibancadas, a Torcida Nação Guerreirense acompanhou o espetáculo e respondeu às evoluções com incentivo aos brincantes, fazendo da participação do público outro componente da apresentação.
Na arena, os cirandeiros mostraram o trabalho feito durante meses, com passos coreográficos sincronizadas. Para Sheila Emanuely, que participa há dois anos do cordão, entrar no Parque do Ingá representou a conclusão de meses de preparação.








